A única saída é atravessando/The only way out is through.

Atualizado: Out 5



Ser humano hoje em dia é como viver dentro de uma bolha, cada um de nós tornou-se quase incapaz de tocar o coração um do outro. Seguimos um caminho de ilusões, acreditando que algum prazer ou satisfação imediata será a resposta para nossas questões mais profundas e para necessidade que temos de amor. A saída disso pode ser aceitar a realidade, algo como cair de nossos belos cavalos e abruptamente engolir o pó da estrada e sangrar pela boca a ponto de ficarmos sem palavras.

"The only way out is through”, ou “A única saída é atravessando", uma citação geralmente atribuída a Robert Frost em A Servant to Servants (1914) e que serve bem nossa atual condição. "Estamos na idade das trevas!", alguns podem arriscar dizer que estamos vivendo, mas discordo. Afinal estamos bem servidos de informação e conhecimento, este último sendo simbolicamente referido como a luz. Talvez seja melhor falar que vivemos um tempo de preguiça - quem quer estudar e trabalhar apesar de tudo? Quem quer fazer um esforço para se aprimorar e agir com autenticidade e integridade? Dia após dia montamos em nossos cavalos imaginários e mantemos uma perspectiva aristocrática de que as coisas ao nosso redor estão bem quando não estão. Lá de cima, nossos pés permanecem limpos, nosso corpo intocado, nossos olhos continuam olhando para a vista e alimentando nossas mentes e bocas com desejo. No topo, continuamos insaciáveis. Gostamos disso? Não tenho certeza. Talvez estejamos é acostumados a isso, a este padrão de ser, do que conscientemente apreciando tudo isto. Raramente nos permitimos coçar sob a pele dessa ilusória realidade. Um sonho nos mantém constantemente nisso, como se estivéssemos sob os efeitos de uma forte anestesia. E alguns ainda vão além, procurando todo tipo de drogas ou outras formas de distração da mente e garantir que esta ilusão não acabe.


Pode ser que estas minhas palavras tragam certo desconforto. Bem, não me excluo desse desafio. Considerando o mundo como está organizado hoje, quem nunca pensou que seria maravilhoso simplesmente morrer, desaparecer e até ser abduzido por uma nave espacial extraterrestre? Mas então, onde está nossa habilidade de desenvolver uma vida mais plena e feliz? Podemos recriar nossa realidade, nossa cultura? Em cada pequena ação, pode haver mais ou menos lucidez, depende apenas de fazermos essa escolha. Pergunto: Quão consciente você está vivendo?

Uma mente turva e em conflito pode se tornar mais clara ao nos permitirmos estar presente com o que quer que sentimos em nossos corações. É necessário primeiro sentir em vez de racionalizar o problema. Não parece muito científico? Vamos lembrar que os sentimentos fazem parte do sistema de alerta do nosso corpo (o sistema límbico). São as nossas bandeiras verde, amarela e vermelha que nos informam sobre a velocidade de nosso estilo de vida. Sentimentos são uma espécie de termômetro inteligente com o qual nascemos. Estamos examinando e lendo-os corretamente? Estamos acelerados? Assombrados? Ansiosos em relação a nossa próxima tarefa e compromisso? Do que temos medo? O que significa para você ter sentimentos? Talvez temamos tanto a alegria e regozijo quanto a tristeza que a vida constantemente nos oferece.


Penso que, em geral, não fomos treinados a observar nossos sentimentos e pensamentos e, por esse motivo, tentamos obstinadamente controlar pessoas e circunstâncias. Sugiro nos presentearmos com uma nova chance para sentir e ouvir nossos corações de maneira cuidadosa e amorosa. Vamos aprender a arte da auto-observação através da criação artística. Isto requer coragem e um pouco de fé. Mas por que não? Mente, coração e saúde só tem a melhorar. Vamos praticar a contemplação do sentir através da expressão e criação de arte. Vamos lavar o caos e a confusão que tão desesperadamente evitamos através do exercício do diálogo artístico: uma poderosa atividade de cura para nossos sentidos e também nosso intelecto.

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To be a human being nowadays has been like to be in a bubble, each of us became mostly unable to touch each others hearts. We follow a path os illusions believing that some imediate and pleasurable satisfaction will be the answer to our deepest questions and need for love. The escape resides in the acceptamce of reality as it is, or lets say, metaforically, that what we need is to fall off our beautiful white horses, and even bite the dust with our mouths bleeding in a way that we are left with no words.

The only way out is the way through” a citation usually attributed to Robert Frost in A Servant to Servants (1914) and probably an adequate view to our current mental state.

“These are the dark ages!”, some might risk to say we are living, but I disagree. Nowadays we are quite well served with information and knowledge, the last representing the light. I would rather say we might be living the lazy times. Who wants to study and work above all? Who wants to take an effort to become a better person and act with authenticity and integrity? By riding on our horses we remain an aristocratic perspective that things around us are quite all right when in reality they are not. Over there our feet remain clean, our body untouched, our eyes remain looking to the view and feeding our minds and mouths with desire. Up there we feed our insatiable thoughts. Do we like being like this? I am not sure. We might be more like used to be this way rather than be consciously enjoying it. Because we rarely give ourselves a chance to scratch under the skin of this reality. A dream keeps us constantly there, as if under the effects of a strong anesthesia. And some even go further looking for all sort of drugs or other form of mind´s distraction to guarantee this illusion will not end.


One might possibly feel uneasy with my words. Well, I do not exclude myself from this challenge. Considering the world as it is organized today, who never thought that it would be wonderful to just die, disappear of even be abducted by an extraterrestrial spaceship? But then where is our duty to develop a more conscious culture and life? Aren´t we actually the creators of our own reality? On each little action there might be more or less lucidity, it depends on us. So, how mindful are you living today?

The way something so muddy as our minds can become clearer is through a conscious effort to be present with whatever emerges from our hearts. Thus, we first need to feel instead of rationalize any problem. Doesn’t it sound very scientific to you? Let me remind you that feelings are part of our body’s alert system (the limbic system). They are our green, yellow and red flags that tell us how far or intense on life we are running. Feelings are a kind of intelligent thermometer we are born with. Are we examining and reading them correctly? Or are we skipping or running through them as fast as possible to go do our next task? What are we afraid of? What does it mean to you to have feelings? Maybe, we fear as much the joy as the sadness that life constantly offers to us.

I think, in general, we are quite badly trained about observing our feelings and thoughts, and for this reason we desperately try to control people and circumstances. My suggestion, to all of us, is to give a chance to ourselves to feel, to listen to our hearts in a caring and mindful way. Lets learn the art of self observation through art creation. It requires courage and a little bit of faith. But why not? Our mind, heart and health will benefit from it. Let’s practice it by creating and contemplating art for exemple. Let’s wash out the chaos and confusion we so desperately avoid through the exercise of art dialogue: a powerful healing activity to our senses and intellect.


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Fotos das obras Gustavo Rigon©

 

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